quarta-feira, 15 de agosto de 2012

                                                                                                  james byron dean
só porque é o teu ídolo e pode ser o meu também

terça-feira, 14 de agosto de 2012

e pronto :

Agora o George anda-me a ser crucificado. Acusam-no de se ter promovido na cerimónia de encerramento dos JO porque fez o lançamento oficial do seu novo single, 'White Light', durante a coisa. Oh gente! Vamos acalmar. Estava tudo a correr bem com a aura olímpica. Já passou, tá bom? Mas o outro George, o Boy, tem razão. Aquilo foi mesmo "o playback do século".



domingo, 12 de agosto de 2012

os JO fazem mal ao coração :

O que passa na televisão a esta hora é impróprio para cardíacos e para os outros. Resumindo: para o mundo inteiro. Estes ingleses sabem que são gigantes e não fazem a coisa por menos. Quem viu as cerimónias com a mesma designação há quatro anos, feitas do outro lado do planeta, percebe que o que aqui se faz é uma coisa natural. Há uma grandeza genuína que não existe nos chineses. Não são precisos (fogos de) artíficios inesgotáveis para fazer uma coisa do tipo ou outra coisa completamente diferente. Utilizar harry potters, monty pythons, 007's ou eric idles desta vida, colocar Annie Lennox num barco de piratas, as miúdas Spice em cima de cabs personalizados, um Lennon feito de esferovite ao som da sua 'Imagine', uma 'Wonderwall' dos (in)quebráveis Oasis, a 'Freedom' de um George, uns Kaiser Chiefs em cima de motos, um Norman Cook que é um Dj dentro de um polvo, uns Muse e o hino original, uns Take That e os The Who a fechar, uma Emeli Sandé a abrir, uma Jessie J a ter o dueto da sua vidinha com o Freddy Mercury (que levou o público ao coro mais improvável) com 'We Will Rock You', um 'You Should be Dancing' dos BG que puseram a duquesa Kate certamente a bater o pé, os 70 mil voluntários, as páginas de jornal que decoram o chão com uma frase muito propositada 'to be or not to be', nos contornos da bandeira britânica os atletas mais de 70 países com as emoções nos extremos, uma Marisa Monte num monte de chapéus de chuva, um Seu Jorge a dançar com uma modelo e um Pelé disfarçado de vulgo figurante ou um Churchill das catacumbas.

É a terceira vez que Londres é o palco para os melhores atletas do mundo e é também a primeira vez que isso acontece na história. Sebastian Coe, político, ex-atleta de alta competição e presidente do Comité Organizador de Londres'2012, disse no discurso de encerramento que estes jogos vão inspirar uma geração. Cá fora, de um helicópetro, as imagens áreas mostram que estamos a ver um mundo apenas dentro de um pequeno estádio, que há poucos anos atrás não existia. E agora vão criar novos atletas, novos artistas, novas estrelas, que viram isto sentados num sofá. Esta noite a chama olímpica foi apagada, mas ainda bem que o apagão não passa de um protocolo.

A chama está a caminho do Brasil. Receio que algo se perca no meio de tanto samba e naquela quase mania de que está sempre tudo bem. Os ingleses sabem que não está e mostram-no. Assim, tal como o Coe disse que foi: "When our time come, we did it right". And so right it was.







                                                                                                                                                        by: afp

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

                                                         
                                                                                                                                               kathleen anne

it doesn't matter who you are
it's so simple, a feeling
words don't ever seem to come out right
but she still mean them, why is that
_____________________________________________________________________
                                                                                                                                    (by: knowles & ocean)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

'porque não estou onde tu estás' :

               
       in the book | jonathan safran foer : extremamente alto e incrivelmente perto  

''A tua mãe e eu nunca falamos sobre o passado, esta é uma regra. Eu vou à porta quando ela está na casa de banho e ela nunca olha por cima do meu ombro quando eu estou a escrever, e estas são outras duas regras. Abro as portas para ela passar, mas nunca lhe toco nas costas quando as transpõe, ela nunca me deixa vê-la cozinhar, dobra-me as calças, mas deixa-me as camisas ao pé da tábua de engomar, nunca acendo velas quando ela está na sala, mas sopro para as apagar. Nunca ouvimos música triste é uma regra, criámo-la logo no princípio, as canções são tão tristes como quem as ouve, raramente ouvimos música. Mudo os lençóis todas as manhãs para lavar o que escrevo, nunca dormirmos duas vezes juntos na mesma casa, nunca vemos programas de televisão sobre crianças doentes, ela nunca me pergunta que tal foi o teu dia, comemos sempre do mesmo lado da mesa, de frente para a janela. São tantas as regras que às vezes não consigo recordar-me do que é ou não uma regra, ou se fazemos alguma coisa só por fazer, hoje vou deixá-la.
Não, não é isso, não tem que ver com a minha felicidade, com o alívio do meu fardo. Gosto de ver pessoas reunidas, talvez seja uma palermice, mas gosto de ver pessoas a correrem umas para as outras, gosto dos beijos e das lágrimas, gosto da impaciência, das histórias que a boca não consegue contar com a rapidez suficiente, dos ouvidos que não são suficientemente grandes, dos olhos que não são capazes de captar toda a mudança, gosto dos abraços, do reencontro, do fim das saudades de alguém, sento-me à beira do passeio a beber um café e escrevo no meu diário, examino os horários dos voos que já memorizei, observo, escrevo, tento não me recordar da vida que não queria perder mas que perdi, e tenho de recordar, estar aqui enche-me de tal modo o coração de alegria, ainda que a alegria não seja minha, e ao fim do dia encho a mala com velhas notícias, talvez  fosse esta a história que contava a mim mesmo quando conheci a tua mãe, pensei que podíamos correr um para o outro. Não funcionou. Vagueámos no mesmo sítio, com os braços esticados.''

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

a kind (of) humanity :

''We feel the pain of others and react viscerally when others are sad or injured. We even have a set of 'mirror neurons' that enable us to feel things from the point of view of others. All of this gives us a remarkable capacity to cooperate even with strangers, even when there is a little chance of reward or reciprocity, and to punish non-cooperators, even when imposing punishment on others is costly or puts us at risk ourselves. But we also cheat, bluff, deceive, break our word and kill members of an out-group. We learn through imitation."

in World Happiness Report, Columbia University'2011
                                                                                                                                 m. hruby

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

miss Samet :

  

Ele dizia que ela só tinha coisas estranhas naquela estante.
No lugar dos livros estava a Kayna.